Há coisas que nos passam ao lado e só quando realmente se passam em frente dos nossos olhos é que paramos para pensar...
Ontem de manhã o Pinguino enviou-me um mail com a notícia de um menino de 17 meses que tinha sido raptado aqui onde vivemos. Andava a passear com o pai (assim como eu vou com a Joana quase todos os dias) e levaram-no...
Ao fim do dia uma amiga liga-me e por acaso falamos da notícia e pergunta-me mas tua não o conhecias pois não?! E de repente começo a juntar peças na minha cabeça e ela envia-me ainda uma outra notícia com foto... abro e sim afinal eu conheço o Sascha. Ele costuma ir com o pai a um dos encontro dos bébés que se fazem aqui todas as semanas. O pai Michael era o único homem que lá estava, mais parecia avô do que pai porque caminha para os sessenta. Mas chamou-se atenção aquele homem que contava histórias de como teve dificuldades em adormecer o filho ou dar-lhe o biberão. (Então e a mãe por onde andava/anda?!)E a simplicidade dele no meio de tantas mulheres!
Pelos vistos o rapto (muito dramático) foi organizado e realizado pela mãe do menino e por uns compinchas. Ambos os pais têm a custódia do filho mas não chegam a acordo, ela é francesa e suspeita-se que o tenho levado para França que é onde ela vive actualmente.
E eu pergunto-me (como em tantas outras situações dramáticas com crianças) como é possível?! E sendo a própria mãe deixo de compreender por completo... será desespero? Maldade, egoísmo... não sei mesmo...
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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